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Mobilização “21 Dias de Ativismo” propõe reflexão sobre o impacto das palavras e atitudes na construção de uma sociedade mais justa

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Fotos: Cogecom

O combate ao racismo e à intolerância religiosa exige mais do que discursos: exige consciência, memória e ação coletiva. Com esse propósito, Nova Andradina iniciou, nesta quinta-feira (12), a campanha “21 Dias de Ativismo pela Eliminação da Discriminação Racial e Religiosa”, um movimento que busca provocar reflexão e ampliar o debate sobre desigualdade, preconceito e respeito à diversidade.

A abertura foi realizada na sede da OAB e reuniu autoridades municipais, lideranças institucionais e representantes da sociedade civil. Estiveram presentes a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Cida Valdez; o juiz da 3ª Vara Cível, Eduardo Augusto Alves; a presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB, Aline Diniz; o presidente da 7ª Subseção da OAB, Stênio Parron; a coordenadora municipal de Promoção da Igualdade Racial e Cidadania, Mazé Macedo, além das vereadoras Márcia Lobo e Gabriela Delgado.

Promovida pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcias), por meio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e Cidadania (Coopirc), a campanha chega à sua terceira edição no município com a proposta de estimular um olhar mais crítico sobre práticas discriminatórias que, muitas vezes, permanecem naturalizadas no cotidiano.

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Neste ano, o tema “Acreditar é sagrado. Respeitar é semear a paz” convida à reflexão sobre a forma como crenças, culturas e identidades devem ser respeitadas em uma sociedade plural. A iniciativa busca evidenciar que atitudes e expressões presentes no cotidiano podem, muitas vezes, reproduzir preconceitos de forma silenciosa, reforçando a importância de promover o diálogo, o respeito às diferenças e a construção de uma convivência baseada na igualdade e na valorização da diversidade.

A programação contará com debates, palestras, blitz e atividades educativas voltadas à conscientização da comunidade, reforçando o compromisso com a promoção da igualdade racial e o respeito às diferentes crenças religiosas.

O ciclo de atividades terá como ápice o dia 21 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A escolha do dia remete ao Massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, na África do Sul, quando 69 pessoas foram mortas durante uma manifestação pacífica contra as leis segregacionistas do regime do apartheid, um episódio que permanece como símbolo mundial da resistência contra o racismo.