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Nesta data, o mundo faz um esforço para mobilizar as atenções para a causa ambiental. O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de Junho, foi criado há pouco mais de 30 anos pela Assembléia Geral da ONU para marcar a abertura da Conferência sobre Meio Ambiente Humano. Hoje, como vocês já devem saber, não há muito que se comemorar, mas com certeza há muito que fazer. Uma sugestão do órgão da ONU é que se use a data ecológica para examinar o meio ambiente da região onde se vive apontando as ações que cada um pode realizar para ajudar a preservar a vida no Planeta. Esta luta contra a falta de interesse e ação pela causa ambiental já começou. Agora é cada um fazendo a sua parte. É claro que todo dia deveria ser dia do meio ambiente. Não é porque temos uma data na qual o mundo inteiro celebra o bem comum que vamos deixar de lado a nossa luta nos outros dias do ano. Nova Andradina está atenta a este problema e busca soluções para as questões ambientais. Assim, ao abrir a Semana do Meio Ambiente, no último dia 1º, em sua fala, o Prefeito Roberto Hashioka, abordou a respeito do trabalho que vem desenvolvendo ao longo de seus sete anos de mandato, no tocante a recuperação, proteção e preservação do meio ambiente no Município; as ações em andamento para corrigir as erosões e sua busca constante junto aos Governos Estadual e Federal de recursos para realização destas obras de suma importância para o desenvolvimento sustentável de Nova Andradina. O prefeito salientou: “se o homem engana a terra, a terra enganará o homem. É importante ter em mente alguns preceitos básicos para que se evite contribuir para a destruição do meio ambiente, mesmo que indiretamente ou simplesmente por descuido ou ignorância de determinados fatos. Vale sempre a conhecida frase: pense globalmente, aja localmente. Esteja ciente dos principais problemas de nosso planeta e faça tudo o que for possível na sua vida diária para contribuir para sua conservação”. A educação para a sustentabilidade e a conscientização pública sobre as questões ambientais são essenciais. Sem um forte apoio global para uma mudança, haverá poucas chances de se abandonarem realmente as atuais práticas contrárias ao desenvolvimento sustentável. A derrubada de florestas responde por cerca de 75% das emissões brasileiras de gases do efeito-estufa. Um combate efetivo ao aquecimento global deveria incluir políticas que estimulem os países que abrigam florestas tropicais a mantê-las de pé. Esta é a mensagem de um artigo assinado por 11 cientistas de seis países, publicado na Science desta semana. Segundo eles, reduzir o desmatamento - que responde por 20% das emissões globais de gases do efeito-estufa - é a forma mais barata de se diminuir as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO 2). O desmatamento lançou na atmosfera 5,5 bilhões de toneladas de CO 2 ao longo dos anos 1990. Até o ano 2100, a derrubada das florestas tropicais pode contribuir com mais 320 a 475 bilhões suplementares de toneladas de gás carbônico, em função de previsões mais ou menos pessimistas. Esse volume equivale ao total de emissões causadas pela queima de combustíveis fósseis durante toda uma década. O aquecimento global pode levar ao desaparecimento de 10% a 25% da floresta amazônica até 2080, confirma a segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgada em Bruxelas. Há 50% de probabilidade de que a floresta dê lugar a uma vegetação de cerrado. A extensão dessa transformação vai depender de quanto a temperatura global subir. No cenário mais pessimista, isso significaria 25% da Amazônia. Além disso, a floresta continuará sofrendo o desmatamento que, segundo o relatório, deve seguir aumentando pelo menos até 2010. Temos de agir. Cada um de nós deve fazer a sua parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro. Precisamos poupar os recursos naturais, combater o consumismo e jamais perder a fé de que podemos mudar o destino da humanidade.