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9 de dezembro comemora-se o dia do fonoaudiólogo. Para homenagear as profissionais da rede municipal de saúde - Adriana Maria Rosa de Souza e Thaís Lobo Grígolo, que fazem parte do quadro de servidoras do Centro de Referência de Reabilitação de Nova Andradina, o governo municipal traz a história da garotinha Lorena, de apenas 2 anos de idade.

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Foto: William Gomes

A criança nasceu com deficiência auditiva grave e, graças a assistência profissional recebida até os dias atuais têm uma qualidade de vida melhor.

Logo após o nascimento da filha, a mãe Ivanilda procurou o “Crena” para a realização da orelhinha. Ela conta que logo no primeiro teste, a profissional suspeitou que poderia ser apenas uma sujeirinha no ouvido. Os testes foram refeitos e veio o diagnóstico.

“Ela percebeu que não era só uma sujeira. Logo que tivemos o diagnóstico começamos o acompanhamento da fonoaudióloga e, graças a Deus, foi isso que ajudou muito mesmo, porque se não fosse esse atendimento, não teríamos conseguido o tratamento adequado”, comentou Ivanilda.

Neste caso, o tratamento apropriado foi a realização de um implante coclear, ou seja, a introdução de um dispositivo eletrônico no sistema auditivo da criança com o objetivo de estimular, através desses eletrodos implantados dentro da cóclea, o nervo auditivo que, por sua vez, leva os sinais para o encéfalo onde serão decodificados e interpretados como sons.

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Foto: William Gomes

A fonoaudióloga Adriana recordou que, inicialmente, indicado o aparelho auditivo (a prótese auditiva), a qual ela não se adaptou e não teve melhora, devido à perda auditiva ser muito grave. Neste caso, foi encaminhado para fazer um implante coclear.

“No país, existe apenas 8 lugares que fazem este procedimento pelo SUS. Conseguimos o tratamento para Marília (SP), onde foi operada. Hoje, já observamos que está escutando, entendendo as situações e tentando emitir algumas palavras. O tratamento de prevenção é essencial. É fundamental que todas as mães façam o teste da orelhinha, teste da linguinha e todos os demais testes preventivos”, avalia Adriana de Souza.

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Foto: William Gomes

O sucesso no tratamento da Lorena e de tantos outros pacientes mostram a importância e a contribuição dos profissionais desde o nascimento do bebê até a velhice, pois seu campo de atuação envolve o processo de amamentação, respiração, deglutição, voz, audição e linguagem oral e escrita.

“Em nome das nossas fonoaudiólogas do Crena, parabenizo a todos os profissionais da área pela sua atuação em prol da comunicação humana e da qualidade de vida das pessoas”, enalteceu o prefeito Gilberto Garcia. 

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Foto: William Gomes

O trabalho das fonoaudiólogas no CRR

As fonoaudiólogas são as responsáveis pela realização de testes da orelhinha e teste da linguinha nos recém-nascidos, além de terapias fonoaudiológicas nas áreas de linguagem, motricidade orofacial e voz.

Para acesso aos serviços disponibilizados, é necessário portar o encaminhamento e o cartão do SUS. A unidade fica das 06:00 às 18:00. Telefone para contato: 3441-6866.

Sobre a atuação do profissional de fonoaudiologia:

Audiologia: elabora e acompanha programa de prevenção e promoção da saúde auditiva, realiza avaliações audiológicas, adaptação de próteses auditivas e reabilitação auditiva.

Linguagem: avalia, previne, diagnostica e trata distúrbios como – atraso de linguagem, trocas de sons na fala e de letras na escrita, gagueira e distúrbios de aprendizagem. Auxilia pessoas com dificuldade de comunicação.

Motricidade Orofacial: avalia, previne, diagnostica e trata problemas relacionados à sucção, deglutição, mastigação, respiração e fala. Trabalha também com o aperfeiçoamento dos padrões de fala e estética facial.

Voz: adequa padrões de postura, articulação, entonação, respiração e pronúncia de profissionais que utilizam a voz em suas atividades – professores, atores, locutores, apresentadores de TV, jornalistas, cantores, atendentes de telemarketing, advogados, políticos entre outros. Avalia, previne e trata problemas vocais.

Saúde Coletiva: constrói estratégias de planejamento e gestão em saúde, no campo fonoaudiológico, com vistas a intervir nas políticas públicas, bem como atuar na atenção à saúde, nas esferas de promoção, prevenção, educação e intervenção, a partir do diagnóstico de grupos populacionais.