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Descarte irregular na lagoa de captação no prolongamento da Rua Antônio Duarte vem agravando a infestação de pernilongos e focos do mosquito da dengue na região

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Fotos: Cogecom

A Prefeitura de Nova Andradina voltou a chamar a atenção da população para os impactos causados pelo descarte irregular de lixo na lagoa de captação de águas pluviais localizada no prolongamento da Rua Antônio Duarte, na região do bairro Argemiro Ortega. O acúmulo constante de resíduos no entorno do reservatório tem provocado o aumento da infestação de pernilongos e favorecido a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Diante das reclamações de moradores e do aumento da infestação de mosquitos na região, o prefeito Dr. Leandro Fedossi e o vice-prefeito Arion Aislan estiveram no local acompanhados de secretários municipais, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp), agentes de Endemias e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para acompanhar de perto a situação e reforçar o compromisso da gestão com a saúde pública e a preservação ambiental.

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Durante a vistoria, foram constatados que grande parte dos focos encontrados não está na lâmina d’água da lagoa, cuja função é conter enxurradas e prevenir erosões, mas sim nos materiais descartados irregularmente pela própria população. Durante as ações de limpeza, foram recolhidos recipientes como garrafas PET, latas, potes plásticos, sacolas e isopores, além de móveis velhos, colchões e eletrodomésticos abandonados nas margens do reservatório, muitos deles contendo larvas e pupas do mosquito.

Mesmo com limpezas frequentes realizadas pelas equipes da Semusp e mutirões periódicos de combate à dengue, o problema persiste devido à reincidência do descarte irregular. O prefeito alerta que a manutenção da limpeza urbana depende de uma atuação conjunta entre poder público e população.

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“Estamos fazendo a nossa parte com ações contínuas de limpeza, fiscalização e orientação, mas é fundamental que cada cidadão também assuma sua responsabilidade. Cada recipiente descartado irregularmente representa um potencial criadouro do mosquito e um risco para toda a comunidade”, reforçou Dr. Leandro.

O Departamento de Controle de Vetores esclarece que a aplicação do fumacê não é indicada para a situação atual, uma vez que os indicadores epidemiológicos do bairro não configuram surto de dengue e porque o método combate apenas mosquitos adultos, sem eliminar larvas e focos existentes nos resíduos acumulados. 

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Entre as medidas anunciadas estão o reforço das campanhas educativas porta a porta, operações periódicas de limpeza, monitoramento contínuo da área e avaliação de medidas complementares de controle vetorial junto aos órgãos estaduais de saúde.

A Prefeitura também faz um apelo para que moradores denunciem descartes irregulares e utilizem corretamente os serviços de coleta disponíveis no município, contribuindo para a preservação ambiental e para a proteção da saúde coletiva.